Do bolicho no interior à disputa por uma cadeira na Assembleia: Professor Marcelo Miranda fala sobre a origem que moldou sua forma de servir
Candidato a deputado estadual, Professor Marcelo Miranda relembra a infância no Mata Sede e os valor...
Sonho de ser técnico de handebol levou Marcelo Miranda à Educação Física e, anos depois, a experiência dentro das quadras ajudaria a transformar sua visão sobre o esporte escolar em Mato Grosso do Sul
Muito antes de assumir funções na gestão pública e se tornar candidato a deputado estadual, Professor Marcelo Miranda viveu o esporte dentro da quadra. Primeiro como atleta. Depois, como técnico de handebol. Foi nesse período que começou a construir uma relação com o esporte que, décadas mais tarde, influenciaria sua atuação como gestor público.
A relação começou ainda na infância, por influência do pai. A primeira modalidade foi o futebol, nas categorias de base do Operário Futebol Clube, em Campo Grande. Marcelo lembra da passagem com bom humor:
“Costumo brincar que fui um atleta de baixo rendimento no futebol, mas a verdade é que aquela vivência me ensinou importantes lições sobre disciplina, trabalho em equipe e superação.”
Foi no handebol, porém, que encontrou sua vocação. A paixão pela modalidade o levou ao curso de Educação Física da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), já com um objetivo definido: ser técnico.
Ainda durante a formação, Marcelo passou a trabalhar como técnico do Colégio Dom Bosco. Em 1990, viveu um dos momentos mais marcantes de sua trajetória: à frente da seleção escolar de Mato Grosso do Sul, conquistou o vice-campeonato brasileiro escolar de handebol.
Mas as viagens para competir também revelaram uma realidade bem diferente dos pódios. Marcelo se recorda de delegações hospedadas em condições improvisadas, escolas que precisavam adaptar banheiros para receber os estudantes e até equipes que enfrentaram problemas de saúde durante as competições.
Eram dificuldades que iam muito além da quadra. Anos depois, já como diretor-presidente da Fundesporte, essas lembranças ajudariam a definir uma pergunta que orientaria seu trabalho: por que os estudantes-atletas de Mato Grosso do Sul precisariam passar pelos mesmos problemas?
“Como treinador, tive a oportunidade de conquistar resultados importantes, incluindo o vice-campeonato brasileiro da modalidade em 1990, e compreender, na prática, o poder transformador do esporte.”
A experiência como técnico se somou à formação acadêmica, com especialização em Treinamento Desportivo pela PUC Minas e mestrado pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Entre 2015 e 2022, à frente da Fundesporte, Marcelo encontrou a oportunidade de aplicar essa experiência na gestão. Uma das prioridades foi justamente a transformação dos Jogos Escolares da Juventude de Mato Grosso do Sul, com ampliação da participação de municípios e estudantes e melhorias na organização e na estrutura oferecida às delegações.
A lógica era simples: o estudante deveria ir aos Jogos para competir, conviver e aprender — não para enfrentar problemas básicos de hospedagem, alimentação ou estrutura.
A mesma visão esteve presente em políticas como o Bolsa Atleta e o Bolsa Técnico, voltadas ao apoio de quem está na ponta do esporte.
A trajetória, assim, fechava um ciclo. O técnico que um dia precisou encontrar soluções para os problemas de uma delegação passou a ter, décadas depois, a responsabilidade de criar condições melhores para que outros jovens pudessem viver aquilo que ele próprio descobriu dentro de uma quadra.
Professor Marcelo Miranda é candidato a deputado estadual em Mato Grosso do Sul. Foi diretor-presidente da Fundação de Desporto e Lazer de Mato Grosso do Sul (Fundesporte) entre 2015 e 2022 e secretário de Estado de Turismo, Esporte e Cultura (Setesc) de 2023 a abril de 2026.
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Equipe de comunicação Marcelo Miranda
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